Oração de São Francisco
A cópia mais antiga está numa pequena revista francesa, La Clochette, de dezembro de 1912, sem nome de autor; São Francisco morreu em 1226 e nenhuma fonte medieval a contém. Ficou ligada ao seu nome quando foi impressa no verso de uma estampa do santo por volta de 1920, e correu o mundo durante as duas guerras mundiais. Pede ser instrumento, não fonte, da paz, o que resume bem como Francisco viveu.
Anônima, La Clochette (1912); tradicionalmente ligada a São Francisco
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz:
onde houver ódio, que eu leve o amor;
onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união;
onde houver dúvida, que eu leve a fé;
onde houver erro, que eu leve a verdade;
onde houver desespero, que eu leve a esperança;
onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Amém.